Quando alguém decide comprar de você, a primeira coisa que encontra quase nunca é o seu site. É a sua reputação. Antes de visitar suas páginas, de olhar seus produtos e seus serviços, o cliente já bateu o olho na sua nota no Google, aquele punhado de estrelas ao lado do nome do seu negócio. E é ali, em poucos segundos, que boa parte da venda é decidida, antes de você ter qualquer chance de falar.
Funciona assim. A pessoa pega o celular e procura “pizzaria perto de mim”, “eletricista no bairro”, “loja de roupa em tal cidade”. O Google mostra uma lista com as estrelas de cada um. Em segundos, antes de clicar em nada, ela já cortou metade dos nomes. E o corte é cruel: mais de 8 em cada 10 pessoas não confiam em quem tem menos de quatro estrelas. Se a sua nota está baixa, ou se você quase não tem avaliação, você foi descartado sem nem saber que estava concorrendo.
Tem um detalhe que pouca gente percebe: não é só a nota que conta, é a quantidade. Um negócio com nota 4,8 e seis avaliações passa menos confiança que um com 4,5 e duzentas. Volume vira prova. E o próprio Google entende isso: ele usa a quantidade de avaliações, e a forma como você responde a elas, para decidir quem aparece em cima e quem fica escondido na busca por “perto de mim”. Avaliação não é vaidade. É o que coloca você no mapa, literalmente.
A fila que o cliente vê antes de chegar
Pense em duas confeitarias na mesma rua, com o mesmo bolo, o mesmo preço. Uma tem 12 avaliações e nota 4,2. A outra tem 180 avaliações e nota 4,7, e o dono respondeu quase todas, inclusive as reclamações, com educação. Qual delas o cliente novo escolhe? A segunda, sem pensar duas vezes. Não porque o bolo é melhor, mas porque a fila de gente satisfeita do lado de fora dá a ele a coragem de entrar.
É isso que a avaliação faz: ela é a fila que o cliente enxerga antes de chegar. E quase metade das pessoas lê o resumo das avaliações antes de decidir. Elas querem saber o que deu errado para os outros e, principalmente, como você reagiu. Por isso a sua resposta pesa tanto quanto a estrela.
O que fazer já
- Peça avaliação a quem comprou. A maioria das pessoas satisfeitas não avalia porque ninguém pediu. Depois de cada venda ou serviço, mande uma mensagem curta: “Que bom que deu tudo certo! Se puder deixar uma avaliação no Google, ajuda demais a gente.” Mande o link pronto, para a pessoa não ter trabalho.
- Responda todas, as boas e as ruins. Na avaliação boa, um obrigado curto basta. Na ruim, é onde você ganha ou perde: responda com calma, sem brigar, reconheça o problema e ofereça resolver. Quem está olhando de fora não liga tanto para a reclamação, liga para como você lida com ela.
- Nunca compre avaliação nem encha o perfil de nota cinco falsa. Soa bom, mas tem o efeito contrário: mais da metade das pessoas desconfia de quem só tem cinco estrelas e nenhuma crítica, porque parece encomendado. Uma ou outra nota mais baixa, bem respondida, deixa o conjunto mais verdadeiro.
- Mantenha o cadastro do Google certo. Endereço, horário, telefone e fotos atualizados. O perfil é a sua vitrine no mapa, e perfil abandonado passa a impressão de negócio que fechou.
Repare que nada disso custa dinheiro. Custa o hábito de pedir e o cuidado de responder. A reputação não se compra, se constrói, uma avaliação de cada vez, e ela trabalha por você mesmo quando você está dormindo.
Seu próximo passo é de cinco minutos, e é hoje. Pegue o celular e procure o seu próprio negócio no Google, como se você fosse um cliente que nunca ouviu falar de você. Olhe a sua nota, conte quantas avaliações você tem e leia a última resposta que você deu, se deu alguma. O que você sentir nesses cinco segundos é exatamente o que o seu cliente sente na hora de escolher entre você e o concorrente do lado.
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